O foco do momento

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Faça você mesmo: estabilizador de imagem Todo mundo sabe que nós "trememos" naturalmente. Por isso fica difícil fazer um bom registro de certas cenas, principalmente se houver pouca iluminação disponível. E...

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Câmera de 1.400 megapixels ajuda a investigar o universoCâmera de 1.400 megapixels ajuda a investigar o universo Cientistas britânicos estão usando a câmera fotográfica mais poderosa do mundo na tentativa de descobrir segredos do universo. A Pan-STARRS, conhecida como PS1, permitirá...

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Já pensou em carregar sua câmera com luz solar?Já pensou em carregar sua câmera com luz solar? Sim, é possível! Todos sabem que um verdadeiro amante da fotografia não abre mão de uma boa alça para proteger seu equipamento dos possíveis acidentes, não é mesmo?...

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Afinal, o que é o Número Guia do flash?Afinal, o que é o Número Guia do flash? Acredito que muitos de vocês ficaram se perguntando o que seria, ao fundo, esse tal de Número Guia depois de ter lido o post anterior. Pois bem, aqui estou novamente falando...

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Entrevista – Sebastião Salgado

Escrito por Eliane Terrataca | Postado em: Artigos | No dia 24-08-2009

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Uma entrevista muito boa que o Gazeta on-line fez com um dos maiores fotojornalistas brasileiros, Sebastião Salgado. A entrevista é maravilhosa não porque o faz contar as histórias que a gente já conhece, mas sim porque evidencia o novo projeto do fotógrafo, que foge do tradicional. Salgado não está mais fotografando pessoas, notícias. Por hora, está mergulhado de cabeça num projeto que pretende mostrar a pureza do planeta – os animais, os lugares naturais, enfim, tudo aquilo em que o homem ainda não prejudicou. Agora o foco são os animais e lugares, e não mais as pessoas…

A entrevista é longa, mas vale a pena investir alguns minutos para ler. Afinal, mais que uma aula de fotografia, Salgado dá uma aula de consciência humana. Você também aproveita para conhecer detalhes da vida dele, como, por exemplo, seu filho que estuda cinema e outro “especial” com síndrome de Down que é pintor, uma família totalmente imagética!

Além disso ele também expressa suas opiniões sobre a tecnologia digital que até hoje causa discussões e preconceitos por aí (o que, para mim, já deveria ter acabado).

O que fez você passar a usar tecnologia digital?
O mundo depois do 11 de Setembro virou um drama para os fotógrafos. Nós usávamos filmes e tínhamos os raios-x nos aeroportos. Eu vinha de Sumatra no ano passado, no mês de abril. Passamos por sete controles de aeroportos com 600 rolos de filme. Tive problemas em vários deles. Não adiantava mostrar para eles as cartas da Kodak, dos governos… Eu reaprendi a fotografia. A digital me facilitou a vida. Estou usando uma Canon EOS-1Ds Mark III, que é fabulosa.

É um susto para muita gente ver você falando que a digital é melhor…
É melhor mesmo. Os químicos não existem mais. Tive que fazer os bons químicos até um ano e pouco atrás. Para conseguirmos papel para as cópias de leitura, tínhamos que trazer de Tóquio! Os filmes foram caindo de qualidade. E a qualidade que eu tinha em um 35mm anos atrás eu não tenho mais no médio formato agora.

Com a popularização das digitais, mudou a relação da sociedade com a imagem?
Nada. Absolutamente nada. O número de fotógrafos não aumentou, não melhorou e não piorou. Você só mudou a base, exclusivamente a base. O problema é de sensibilidade e identificação com a profissão, de saber se é fotógrafo ou não.

A câmera digital altera a questão da memória?
Acho que não. A fotografia, na realidade, é a memória da sociedade. São cortes representativos, são momentos que você faz da sociedade. É a verdadeira linguagem universal. A maneira de escrever cada um tem a sua, com uma vantagem para a fotografia. Ela não precisa de tradução. É realmente uma linguagem fabulosa.

Na entrevista completa dá pra perceber como um grande ensaio fotográfico requer estudo, força de vontade e uma equipe sempre pronta a ajudar. São experiências maravilhosas relatadas pelo fotógrafo, dá até pra se imaginar vendo tudo o que ele viu. Confira você mesmo, clicando aqui.

Fotos por Sebastião Salgado

Fotógrafos e Designers

Escrito por Eliane Terrataca | Postado em: Artigos | No dia 14-08-2009

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Atualmente os fotógrafos precisam ter habilidades que extrapolam o simples ato de configurar câmeras e fazer cliques, isto é fato! Se antigamente era necessário saber escolher filmes, manusear negativos e aprendar técnicas de revelação e ampliação das imagens para conseguir obter as melhores fotos possíveis, hoje em dia, na era digital, fotógrafo algum terá sucesso se não conhecer o básico de tratamento de imagem.

Ás vezes os fotógrafos passam mais tempo em frente ao computador que atrás das lentes. Principalmente os que trabalham com casamento. São horas a fio editando e retocando imagens. Há estimativas de que um fotógrafo de casamento gasta duas horas de edição para cada hora fotografada, e são poucos os que repassam esse trabalho de finalização para outras pessoas.

E o que aconteceria quando um outro profissional de imagem – um designer deixando de lado suas habilidades gráficas, por exemplo – pegasse uma câmera e saísse fotografando por aí? Será que ele teria alguma vantagem ou habilidade que os fotógrafos deveriam aprender?

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Designers são os que mais lucram com bancos de imagens

Nunca conheci pessoalmente algum designer que migrasse para o mundo da fotografia. Mas já ouvi falar de casos que deram super certo. Afinal eles também utilizam fotografias para montar projetos gráficos, conhecendo melhor a arte fotográfica é ótimo porque assim eles começam a criar peças exatamente como desejam.

A fotografia e seus formatos de arquivo

Escrito por Eliane Terrataca | Postado em: Artigos | No dia 13-08-2009

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Há algum tempo que estive pensando em escrever a respeito. Mas eu não saberia explicar tão bem quanto alguém que trabalhe diretamente com os formatos disponíveis, afinal os arquivos em RAW ainda me causam algumas dúvidas. Mas encontrei um texto bem legal, do fotógrafo Mattias Klum, que explica perfeitamente as possibilidades de um arquivo digital de imagem. Por isso deixo-os com as palavras do profissional…

por isayx3, no Flickr

por isayx3, no Flickr

Fotos digitais podem ser criadas em três tipos diferentes de arquivo: JPEG, TIFF e RAW. Cada formato tem seus pontos positivos e negativos. É responsabilidade do fotógrafo determinar qual o melhor formato a ser usado. De modo geral, se você quiser mandar uma imagem por e-mail, use o JPEG. Se estiver trabalhando com um programa mais sofisticado de manuseio de imagens, pode preferir o TIFF. Se quiser criar impressões grandes do seu trabalho e ajustas as cores de acordo com o seu gosto, use o formato RAW.

JPEG: Essa sigla significa Joint Photographic Experts Group (Grupo de Especialistas em Fotografia), o grupo de fotógrafos que se reuniu originalmente para discutir formatos. Um arquivo jpeg é um formato de imagem comprimida, de tamanho reduzido em megabytes. Por isso é muito usado em anexos de e-mail. No entanto, o processo de compressão geralmente resulta em perda de qualidade na imagem. Em câmeras reflex digitais de alta qualidade, use os ajustes de maior qualidade se você tiver espaço em memória para tanto. O jpeg também é multiplataforma. Isso significa que a mesma imagem pode se visualizada tanto em Macs quanto em PCs.

TIFF: Essa sigla significa Tagged Image File Format (formato de arquivo de imagem marcada). É um formato de arquivo gráfico criado na década de 1980 para se tornar o formato de imagem-padrão em diversas plataformas de computador. Ele é capaz de suportar profundidades de cores que vão de 1 bit a 24 bits. Assim como o jpeg, o formato tiff é multiplataforma, usado tanto para Macs quanto para PCs.

CAMERA RAW: Os arquivos RAW (ou “crus”) são imagens sem processamento, às vezes citados como negativos digitais. Esse modo não comprime as imagens. Como resultado, é possível ter maior controle sobre a correção de cor e o processamento no computador. Esse também é o formato ideal se o seu objetivo é fazer impressões maiores. O ponto negativo é que um arquivo RSW ocupa duas ou três vezes mais espaço no cartão de memória. As câmeras reflex digitais mais caras têm a capacidade de fotografar em um RAW que, na maior parte dos casos, é um formato exclusivo do fabricante da câmera. Essas câmeras vêm com software especial de edição que permitem abrir os arquivos RAW, editá-los e salvá-los em TIFF ou JPEG.

Guia completo de fotografia da National Geographic

Conhecendo melhor a fotografia em preto e branco

Escrito por Eliane Terrataca | Postado em: Artigos, Estilos e Técnicas | No dia 11-08-2009

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Todo mundo sabe ajustar a câmera fotográfica para obter fotos em p&b. Mas quem nunca se encantou com alguma fotografia que viu e quando tentou fazer igual não conseguiu nem chegar perto? P&B é muito mais que uma imagem sem cores. É preciso saber escolher bem o assunto e fazer os ajustes necessários para que a foto fique boa. E, dependendo do que você pretende, será preciso fazer algumas modificações em programas de edição para deixar tudo do jeito que desejar.

por deadoll, no Flickr

Eu particularmente gosto de fotografia em p&b mais granulada (claro que depende do assunto). Mas o que eu quero destacar aqui é que existem alguns pontos importantes sobre as imagens p&b. E antes de começar lembre-se que uma imagem p&b pede uma boa textura, para realçar ainda mais a escala de cinza.

As texturas naturais, principalmente, costumam dar ótimos resultado. O estilo em preto e branco pode ser resumido em registrar um momento com uma cara mais “dramática”. Texturas são dramáticas! Detalhes de madeiras, objetos metálicos, detalhes repetitivos, como ondas, listras e espirais, sempre resultam em ótimas fotos. Também é importante tentar manter a simetria na textura. Essa simetria geralmente é perdida nas fotografias coloridas, por isso ficam tão bem em p&b.

Co-autoria na produção fotográfica

Escrito por Eliane Terrataca | Postado em: Artigos | No dia 04-08-2009

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Hoje reli uma coluna bem legal em uma revista que me deixa muita saudade, pois não é mais publicada. É triste ver que veículos que dedicam-se tanto aos leitores não conseguem patrocínio suficiente (não tenho certeza se foi esta a razão). Até o site da revista saiu do ar. De qualquer maneira, o conteúdo deles era muito caprichado e bem feito, dava gosto de observar os detalhes de cada página.

O artigo fala sobre os direitos de autoria sobre as imagens. O que sempre gera bastante discussão, afinal os bancos de imagens que temos por aí publicam as fotografias como se tivessem sido feitas por “macacos treinados” e sem nome. Enfim, leia porque vale a pena!

As minhas, as suas, as nossas fotos
por José Roberto Comodo Filho

Desde tempos imamoriais, quando se começou a cogitar a necessidade de proteção ao “gênio criativo”, debatem-se as questões relacionadas a quem efetivamente detém o direito autoral moral sobre determinada obra. E as linhas que escrevo convidam você, leitor, a refletir sobre esta questão: quem é o criador de determinada foto e que merece receber o crédito autoral?

O direito patrimonial dificilmente gera complicações, pois costuma ser objeto de contratos bem elaborados, que definem quanto cada pessoa que trabalhou na realização do projeto receberá. Passando isso para a fotografia, equivale dizer que os assistentes de estúdio, a produtora, o maquiador, a modelo, a pessoa do Photoshop, todos sabem quanto vão ganhar. Entretanto, o problema surge quando algum desses “colaboradores” decide pleitar a participação como autor do resultado final, desejando ver seus créditos inseridos ao lado da imagem. Que fazer?

Irado, por Ricardo Cunha

Irado, por Ricardo Cunha

Essa questão, que sempre foi tratada de forma muito reservada nos bastidores da arte, acabou vindo à tona de forma inesperada, em 2004, quando um dos mais festejados prêmios de fotografia brasileira deu espaço para um debate sem precedentes sobre o papel do manipulador digital no resultado final da fotografia. E a consequência mais visível foi a modificação das regras do concurso para os anos seguintes. Refiro-me ao Prêmio Conrado Wessel de 2004 e da fotografia “Irado” (acima).