Escrito por Eliane Terrataca | Postado em: História/Filosofia | No dia 08-03-2010
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Nesta semana iremos destacar uma fotografia capturada durante a Guerra do Golfo, em 1991, pelo fotógrafo David Turnley. A imagem é tocante, mostra a tristeza que um jovem sargento sentiu quando ficou sabendo que o corpo enrolado no saco ao lado era do seu amigo, que foi morto por engano pelas próprias forças armadas dos Estados Unidos. A fotografia tornou-se símbolo de um conflito marcado pelo controle rigoroso imposto pelo Pentágono, ao trabalho dos jornalistas. Confira a história:

“Eu estava trabalhando para o jornal Detroit Free Press e para a revista US News and World Report. Eu havia originalmente sido enviado para cobrir a divisão 82 Airbourne e era um dos fotógrafos autorizados a retratar os combates. Nós éramos acompanhados por um relações públicas cuja função era garantir que obedeceríamos às restrições impostas pelo Pentágono à nossa cobertura. Nós não tínhamos autorização para tirar fotos de vítimas da guerra, muito menos de mortos no conflito.
Escrito por Eliane Terrataca | Postado em: Fotos, História/Filosofia | No dia 01-03-2010
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A foto de hoje não é tão conhecida quanto as outras que já coloquei por aqui, mas também carrega uma história comovente. Em 2001, Erik Refner fotografou um refugiado afegão de um ano de idade sendo preparado para o enterro.
A imagem foi tão tocante que o presidente do júri da World Press Photo, Roger Hutchings, dedicou algumas palavras para destacar o valor da fotografia: “A imagem que ele fez tocou a todos nós. Ela é simples, icônica e simbólica. Ela aponta para um assunto que precisa ser tratado e ainda nos repreende por ter sido ignorado, o Afeganistão desde o fim da Guerra Fria. Ela também nos faz lembrar o que é realmente um fotógrafo”. Convido você a conhecer mais essa história e descobrir mais um pouco sobre a “aventura de ser fotógrafo”.

“Em 2001, eu estava trabalhando como um estagiário no jornal Berlingske Tidende, da Dinamarca. Naquela época, falava-se pouco sobre os refugiados afegãos, apesar de esse ser um dos maiores problemas de refugiados do mundo. Resolvi oferecer ao meu editor, então, uma
Escrito por Eliane Terrataca | Postado em: Fotos, História/Filosofia | No dia 23-02-2010
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Em 1985 uma menina de 13 anos, chamada Omayra Sanchez, ficou presa em entulhos resultantes de um deslizamento causado pela erupção de um vulcão na Colômbia. O esforço para salvá-la foi intenso, funcionário da Cruz vermelha fizeram inúmeros apelos ao governo para conseguirem uma bomba a fim de baixar o nível da água e libertar a menina, mas foram ignorados e acabaram desistindo, passando o resto do tempo com ela, confortando-a e rezando. Ela morreu cerca de 60 horas depois de ficar presa.
A fotografia de hoje teve um grande impacto quado foi publicada, primeiro porque as pessoas do mundo inteiro já conheciam a agonia da pequena através da TV, e porque gerou debates sobre o poder que a tecnologia teve de permitir ao mundo que acompanhasse, de maneira tão íntima, as últimas horas de vida de Omayra sem poder fazer nada para salvá-la. O fotógrafo Frank Fournier conta como foi registar um momento tão delicado e comovente…

“Eu cheguei a Bogotá de Nova York uns dois dias depois da erupção do vulcão. A área para onde eu precisava ir era muito remota. (Chegar até lá) envolvia uma viagem de carro de cinco horas e depois mais duas horas e meia de caminhada. O país também estava
Escrito por Eliane Terrataca | Postado em: Fotos, História/Filosofia | No dia 10-02-2010
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Todo mundo já viu essa fotografia pelo menos uma vez na vida. Uma imagem forte e que instiga nossa imaginação (o que terá acontecido com o rapaz?). Charlie Cole viu a cena dramática de um manifestante disafiando uma fila de tanques de guerra do Exército da Libertação Popular na Praça da Paz Celestial, em Pequim, e resolveu eternizar o momento, em 1989. E, em 2005, durante uma celebração da World Press Photo, resolveu contar como foi capturar esta imagem tão marcante.

“Em maio de 1989, como um fotógrafo da revista Newsweek, eu fui enviado para Pequim, onde protestos de estudantes, realizados diariamente, continuavam a crescer. Dois outros fotógrafos da revista, Peter Turnley e Andy Hernandez, já haviam passado algum tempo lá. Alguns dias depois de eu chegar, os protestos começaram a diminuir. O número de manifestantes e os próprios protestos haviam diminuído a tal ponto que fotógrafos e repórteres começavam a voltar para as suas respectivas bases na Ásia.
Eu recebi ordens da Newsweek para ficar. Na noite de 3 de junho, depois de um dia de tensos confrontos entre o Exército da Libertação Popular e os manifestantes, o Exército começou a cercar o centro da cidade e a levar tanques e outros veículos blindados para o coração da Praça da Paz Celestial. Na parte da praça que fica bem na frente da Cidade Proibida, um veículo blindado se separou da coluna e, no pânico de sair da área, passou por cima de diversos manifestantes. Isso fez com que a multidão se tornasse violenta.
Escrito por Eliane Terrataca | Postado em: História/Filosofia | No dia 10-02-2010
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Com base no livro A Imprensa na História do Brasil: Fotojornalismo no Século XX, de Munteal Filho, fiz um pequeno histórico dando destaque a alguns pontos importantes ligados à história do fotojornalismo brasileiro. Antes de tudo vale lembrar que a fotografia, no início da sua existência, era utilizada basicamente como um suporte da memória. Não é possível identificar o momento exato em que a ela passou a ser utilizada como meio jornalístico, porque a trajetória do fotojornalismo se confunde com a da fotografia.
As imagens fotográficas passaram a ser utilizadas em veículos jornalísticos brasileiros por volta dos anos 1900, mas ainda não eram produzidas reportagens fotográficas. O que ocorria era o uso da fotografia com o intuito de traduzir em imagens um acontecimento, uma preocupação com a leitura da imagem em si. O que marcou o nascimento do fotojornalismo foi a realização de reportagens de guerra, que provocou uma mudança significativa na relação do público com a notícia, que acabou ganhando valorização pela imagem.

Foi na virada do século XIX para o século XX que o fotojornalismo ganhou força através da modernização da imprensa – tipografia; renovação de parques gráficos; introdução de cores; aparecimento de temas políticos, esportivos e policiais; preocupação maior com a informação e separação de conteúdo. A partir daí o fotojornalismo foi ganhando importância e ocupando, cada vez mais, as produções jornalísticas.
Anos 1910
A fotografia documental ganhou destaque com seu significado político e social, através de Augusto Malta (considerado o primeiro fotojornalista brasileiro), que ficou conhecido como o mais expressivo