O foco do momento

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Afinal, o que é o Número Guia do flash?Afinal, o que é o Número Guia do flash? Acredito que muitos de vocês ficaram se perguntando o que seria, ao fundo, esse tal de Número Guia depois de ter lido o post anterior. Pois bem, aqui estou novamente falando...

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Kafka aos Seis Anos de Idade

Escrito por Eliane Terrataca | Postado em: História/Filosofia | No dia 09-09-2008

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Walter Benjamin em seu texto Pequena História da Fotografia destaca a época na qual as fotografias eram obtidas com um longo tempo de exposição, tornando a obtenção das imagens cansativas para as pessoas que posavam. Exemplificando esta situação, Benjamin cita a fotografia do escritor alemão Kafka quando tinha por volta de 6 anos de idade.

Fiquei curiosa e fui atrás dessa foto. Encontrei e gostei do que vi! Por isso resolvi compartilhar com vocês. É um documento histórico interessante; mostra como era cansativo tirar retratos, afinal crianças não mentem (nem com o olhar!).

“O menino de cerca de seis anos é representado numa espécie de paisagem de jardim de inverno, vestido com uma roupa de criança, muito apertada, quase humilhante, sobrecarregada com rendas. No fundo, erguem-se palmeiras imóveis. E como para tornar esse alcochoado ambiente tropical ainda mais abafado e sufocante, o modelo segura na mão esquerda um chapéu extraordinariamente grande, com largas abas, do tipo usado pelos espanhóis. O menino teria desaparecido nesse quadro se seus olhos incomensuravelmente tristes não dominassem essa paisagem feita sob medida para eles”

(Magia e Técnica, Arte e Política, p. 98)

O autor descreveu este momento com perfeição. Além de ressaltar os detalhes, o faz de maneira bem divertida!

Eu recomendo esse texto. É muito bom para quem gosta de aumentar a visão crítica sobre imagens fotográficas!

Pablo Picasso e a fotografia

Escrito por Eliane Terrataca | Postado em: Curiosidades, História/Filosofia | No dia 02-09-2008

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Palavras interessantes de Picasso sobre a fotografia que encontrei no blog Fotos Que Falam.

“Quando vemos o que pode ser expresso pela foto, nos damos conta de que tudo aquilo não pode mais ser preocupação da pintura… Por que o artista insistiria em realizar aquilo que, com a ajuda da objetiva, pode ser tão bem feito?

Seria uma loucura, não? A fotografia chegou na hora certa para liberar a pintura de qualquer literatura, anedota e arte do tema. Em todo caso, um certo aspecto do tema pertence, daqui por diante, ao campo da fotografia…

Não deveriam os pintores aproveitar sua liberdade reconquistada para fazer outra coisa? Seria muito curioso fixar fotograficamente, não as etapas de um quadro, mas suas metamorfoses. Talvez percebêssemos por quais caminhos o cérebro envereda para a concretização de seus sonhos. Entretanto, é realmente muito curioso observar que, no fundo, o quadro não muda, que a visão inicial permanece quase intacta, apesar das aparências. Muitas vezes vejo uma luz e uma sombra que pus no meu quadro e empenho-me em quebrá-las, acrescentando uma cor que crie um efeito contrário. Quando essa obra é fotografada, percebo que aquilo que havia introduzido para corrigir minha primeira visão desaparece, e que, definitivamente, a imagem dada pela fotografia corresponde a minha primeira visão, antes das transformações trazidas contra minha vontade.”

Andei lendo algumas coisas sobre Picasso e descobri que ele era uma pessoa muito carrancuda e vivia quase sempre mau-humorado, por causa dos seus problemas familiares (seus relacionamentos foram sempre pouco duradouros) ou pela insatisfação com o trabalho que o incomodavam em certos momentos – e o deixavam completamente insuportável.

Mas quando alguém pedia uma foto, ele se entusiasmava e obedecia todas as indicações dos fotógrafos. Assim demonstrava grande interesse e admiração pelos equipamentos fotográficos que o rodeavam. O que permitiu que fotógrafos famosos da época (Robert Capa, Cartier-Bresson, Yosuf Karsh, David Seymour, Robert Doisneau e outros) registrassem inúmeras imagens do pintor espanhol.

História do Photoshop

Escrito por Eliane Terrataca | Postado em: História/Filosofia | No dia 13-08-2008

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Photoshop é uma ferramenta tão útil e tão simples de usar – para quem já possui alguma prática – e a maioria das pessoas nem sabe sua origem, ou o trabalho que deu para chegar ao resultado final de um programa que salva o trabalho de tanta gente.

A história é um tanto longa, e o texto está em inglês, mas vale à pena conhecer a origem do programa que adorado e utilizado por tantas pessoas com tantos intuitos diferentes. Clique aqui para conhecer.

The next time you fire up your copy of Photoshop, spare a thought for the scores of developers and the reams of code that have gone into making it…”

Pimeira câmera digital

Escrito por Eliane Terrataca | Postado em: Curiosidades, História/Filosofia, Vídeos | No dia 14-05-2008

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Foi em 1991, utilizando o corpo de uma câmera Nikon F3, que a Kodak criou a DCS 100, a primeira câmera digital do mundo.

Ela nasceu da idéia de facilitar e agilizar o trabalho dos fotojornalistas, que enfim poderiam enviar as fotos sem precisar voltar ao estúdio ou à redação. Com 200Mb de espaço disponível, a câmera podia armazenar até 156 imagens, de 1.3 megapixel, sem compressão. Entretanto a praticidade ainda estava longe das máquinas digitais, já que também era preciso carregar um equipamento para vizualizar e armazenar as imagens e para comportar a bateria.

Toda essa “facilidade” custava em torno de 30 mil dólares.

Aos que têm mais interesse a respeito dessa relíquia, acrescento aqui um link de uma entrevista com o fotógrafo Thales Trigo que fala sobre a máquina. Eu recomendo! :)

Henri Cartier-Bresson

Escrito por Eliane Terrataca | Postado em: História/Filosofia | No dia 19-04-2008

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O francês Henri Cartier-Bresson (1908-2004) foi nada mais que o fotógrafo fundador da agência Magnum, junto com Robert Capa em 1947, além de ser considerado o pai do fotojornalismo.

Cartier-Bresson admirava as imagens obtidas de forma rápida e condenava aqueles que preocupavam-se em produzir fotografias arranjadas e de cenários artificiais. Por este motivo encontramos em seu acervo apenas fotos “naturais”.

Para compreender melhor a visão que ele possuía a respeito desta arte de congelar cenas acrescento aqui suas próprias palavras:

“No meu modo de ver, a fotografia nada mudou desde a sua origem, exceto nos seus aspectos técnicos, os quais não são minha preocupação principal. A fotografia é uma operação instantânea que exprime o mundo em termos visuais, tanto sensoriais como intelectuais, sendo também uma procura e uma interrogação constantes. É ao mesmo tempo o reconhecimento de um fato numa fração de segundo, e o arranjo rigoroso de formas percebidas visualmente, que conferem a esse fato expressão e significado”.

Na minha opinião essa é uma das melhores definições que alguém já deu sobre fotografia…