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Padrões de fotometria: medições de luz

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Conteúdo atualizado há 8 anos

A maior parte das câmeras reflex, algumas câmeras compactas e, até mesmo, alguns celulares mais modernos, oferecem a possibilidade de optar alguns ajustes adicionais que podem afetar a sua exposição, além dos modos de exposição automática. É tudo muito complexo. Mas vou tentar facilitar a compreensão, entretanto se ainda restarem dúvidas fique a vontade para comentar logo abaixo. Resumindo, existem quatro possibilidades de fotometria disponíveis para que você possa registrar uma cena da melhor maneira possível (ao seu gosto). Veja a seguir.

padroes-fotometria

Foto: Martin Stranka

Medição matricial (multi-segment)
Esta medição (multissegmentada) divide a imagem em várias áreas menores para que as câmeras (com seus microprocessadores) meçam a luz. Essas pequenas áreas, na maioria das vezes, somam 35 zonas, permitem a medição da luz por toda a área do sensor. As principais empresas de equipamentos digitais têm maneiras diferentes de nomear essa opção: a Canon define como “evaluative metering” (medição de avaliação), já a Nikon chama de “matrix metering” (medição matricial). Essas leituras servem para que a câmera saiba como combinar velocidade e obturação a fim de produzir um resultado quase perfeito de medição de luz.

Medição pontual (spot)
Bastante útil para fotografar manualmente. A leitura é realizada em um pequeno espaço (1% da imagem), no centro do enquadramento. Se você estiver em uma área com iluminação diferente do seu assunto, você está em um lugar coberto, e seu objeto está sob o sol, por exemplo, esta é a melhor opção para medir a luz solar, e não a sombra em você.

Medição com ênfase no centro (avarage)
Aqui toda a atenção da câmera ficará apenas no centro do enquadramento, dando menos atenção ao que está próximo às bordas. Talvez você não encontre utilidade para isso, mas pode servir para salvar o uso do flash, por exemplo. Em muitos casos a fotografia fica subexposta. O que vale mesmo é tentar para ver qual a melhor combinação para cada caso.

Fotômetro portátil manual
Essa ferramenta é mais interessante para quem utiliza luzes e flashes extras (fora da câmera). A ideia do fotômetro é medir a exposição e a luz incidente do flash, isso quer dizer que ele mede a luz que incide sobre o objeto e não a que é refletida por ele. Sua melhor função é a capacidade de medir a clareza e a intensidade da luz de um flash de estúdio não-específico, coisa que o medidores convencionais das câmeras não conseguem fazer. O “problema” é que ele não leva em conta a coloração e nem a densidade do objeto, por isso é mais indicado (para amadores) o uso em objetos comuns, com meios-tons. Sua maior indicação é para fotografias complexas, que exijam iluminação em estúdio.

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