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O trabalho do fotojornalista está perdendo seu valor

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Tenho visto, ouvido e lido muitas reclamações por aí, vindas de fotógrafos profissionais que se queixam de estar perdendo espaço e respeito no mercado. A tecnologia digital tem grande culpa nessa história toda, afinal hoje é muito mais fácil, para qualquer pessoa, capturar algumas fotos interessantes e divulgá-las nos meios de comunicação. Principalmente pela internet!

the photojournalist

Hoje li um artigo muito bom do fotógrafo Rodrigo Baleia, da National Geographic, que dá voz a esse problema que só parece aumentar com o tempo: as empresas de comunicação querem se aproveitar (literalmente), das fotos produzidas por profissionais sem pagar nada por isso, acreditando que “dar o crédito” já resolve tudo.

Mas toda essa confusão tem explicação…Continue a ler »O trabalho do fotojornalista está perdendo seu valor

Um mundo por clique

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Um texto muito bom, publicado na revista Continuum, do Itaú Cultural. Nele, André Seiti discute a realidade e demonstra como ela é trabalhada em diferentes temáticas da fotografia. Texto muito bom!

A fotografia como reprodução, representação e invenção da realidade

Em uma das principais cenas da ficção científica Blade Runner (Ridley Scott, 1982), a personagem Rachael mostra ao caçador de androides Deckard uma foto de sua infância. A imagem provaria a existência desse período de sua vida – não fosse um pequeno detalhe: Rachael nunca fora uma criança. Ela era um androide de última geração e toda sua memória havia sido artificialmente fabricada. A fotografia nada mais era do que uma ferramenta forjada para legitimar uma realidade que nunca existiu.

Ao longo de sua história e seguindo inúmeras vertentes, a fotografia serviu para validar – e também questionar – diversas realidades, sejam elas inventadas ou não. Exemplos não faltam. Para mostrar que, em alguns momentos do galope, o cavalo retira as quatro patas do chão, o fotógrafo inglês Eadweard Muybridge registrou, em 1878, o instante exato em que o animal ficava suspenso no ar. Foi também no século XIX, algumas décadas antes do experimento de Muybridge, que o francês Hippolyte Bayard, numa espécie de fotomanifesto, publicou um autorretrato no qual simulava a própria morte – a nota que acompanhava a foto, inclusive, tinha o teor de um bilhete suicida.Continue a ler »Um mundo por clique

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O outro lado da fotografia

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Um lado da fotografia que os observadores desconhecem: a relação que o fotógrafo teve com o momento que fez o click.

Entrevista – Sebastião Salgado

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Sebastião Salgado, renomado fotógrafo brasileiro, concedeu uma entrevista incrível sobre o projeto que pretende mostrar a pureza do planeta – animais e lugares naturais que não foram prejudicados pelo homem.

O pai do fotojornalismo brasileiro

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Hoje vou postar um texto que escrevi para o meu trabalho de conclusão da faculdade, sobre o fotógrafo que realizou um trabalho documental que o fez ser considerado o pai do fotojornalismo brasileiro… No fim você poderá ver algumas das fotos clicadas por ele. Boa leitura! 🙂

militaoMilitão Augusto de Azevedo nasceu na então capital imperial brasileira, em 1837, Rio de Janeiro, e por lá se sustentava como ator e iniciava sua atividade fotográfica. Mudou-se para São Paulo aos 25 anos de idade, onde viveria até falecer no ano de 1905. Foi seu trabalho como ator que o levou a São Paulo, quando a Companhia Dramática Nacional se estabeleceu na cidade para uma temporada; mas foi o cenário urbano que o fez permanecer e realizar seus trabalhos fotográficos, inspirado pelo cenário urbano e pelas diversas etnias que ali habitavam.

Enquanto outros fotógrafos preocupavam-se em produzir retratos, Militão preferiu tomar a paisagem urbana como principal objeto dos seus registros. Um dos seus trabalhos mais importantes como fotógrafo foi o registro das paisagens em 1862, que foram utilizadas posteriormente no Álbum Comparativo de Vistas da Cidade de São Paulo, um dos documentos mais importantes que existem sobre a cidade do século XIX, pois registra as localidades e suas mudanças urbanas entre os anos de 1862 e 1887.

Seu valor como fotógrafo vem do seu trabalho comprovadamente vasto e documental, são 12.500 retratos produzidas durante seus 25 anos de carreira. Sua visão para fotografar era diferente da de outros profissionais da época, os retratos de Militão “(…) denotam a visão crítica de um fotógrafo que vai além do simples ato repetitivo de operador da câmera, ao retratar os mais diferentes tipos humanos de uma sociedade em formação e constituem um documentário único da paisagem urbana de São Paulo da época” (KOSSY, 1978, p.12).

Com seus retratos Militão procurava fugir da construção simbólica e registrava seus personagens (os mais variados da sociedade – estudantes, padres, soldados, músicos, políticos, escravos etc.) em situações cotidianas.

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A tecnologia digital deixou os fotógrafos preguiçosos?

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Hoje resolvi ouvir novamente uma entrevista que fiz com um dos fotógrafos que estão coloborando com o meu trabalho de conclusão da faculdade (aproveito para dizer que é exatamente pelo TCC que ando sem tempo para atualizar o blog como gostaria). Eu havia esquecido que ele tocou nesse assunto da era digital na fotografia.

Paulo Pinto é um fotojornalista esportivo, muito simpático, que não possui preconceito algum com equipamentos. Ele mesmo trabalha com câmeras digitais, porque precisa transmitir imagens de maneira rápida. Ele conta que depois que essa facilidade digital entrou na profissão muitos fotógrafos ficaram acomodados. Principalmente no meio esportivo, onde a maioria simplesmente dispara o obturador, faz centenas de fotos e depois só se dá o trabalho de escolher as melhores imagens. Não existe mais aquele feeling de esperar pelo momento certo.

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Uma coisa muito legal que destaca também é a diferença dos profissionais que migraram de tecnologia para aqueles que já iniciaram a carreira no meio digital. Conhecer as técnicas que as câmeras analógicas exigem é um grande diferencial na hora de realizar um bom trabalho. Paulo Pinto não faz boas fotos só porque tem um bom equipamento, mas sim porque sabe pensar uma imagem e fazer os ajustes necessários para capturar o momento da melhor maneira possível.

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kevin carter

Fotografia pode matar alguém?

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Você provavelmente conhece essa fotografia. Ela foi feita em março de 1993 pelo fotojornalista Kevin Carter. Há uma pequena história por trás dela que acabou prejudicando a carreira do profissional, que passou a ser taxado de desumano.